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Nexus 6 nos ensinou um estilo de morrer, em que o sonho de vidas superiores se mistura com lágrimas e gotas de chuva. É como se o cinema, em sua obsessão de amor e morte, repusesse a filosofia pelos afetos - e como se esta, a filosofia, já não fosse mais a voz de Deus, muito menos do homem. Já não devemos morrer como Guilherme, o Marechal, mas como uma proteína que se deixa quebrar: como os velhos poemas que sacrificam sílabas, em favor da ordem da beleza; ainda que não a alcancem. E assim desaparecem os temores pelo cadáver ultrajado.
* Filósofo e professor.NOTA Cláudio Ulpiano escreveu este texto em meados de 1988, em minha casa, no Rio de Janeiro, e o largou ali mesmo, sobre minha escrivaninha: gesto intenso e silencioso a respeito do qual jamais trocamos uma única palavra. Somente duas pessoas sabiam da existência desse texto mínimo na extensão, mas pleno em espírito; essa situação me pareceu insustentável, e apesar de todos os pudores cabíveis, decidi dar-lhe um título e torná-lo público. Para consultar o fac-símile do documento original (ou seria o simulacro de um simulacro?), CLIQUE AQUI.Francisco Fuchs |
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